A evolução dos ataques cibernéticos foi silenciosa e pragmática. Em vez de “quebrar a porta”, o atacante passou a usar chaves válidas. Credenciais vazadas, abuso de privilégios, manipulação de diretórios e persistência por identidade viraram a rota padrão para comprometer ambientes complexos - especialmente onde Active Directory e Entra ID sustentam autenticação e autorização do ecossistema.
É por isso que, mesmo com investimentos sólidos em IAM e SIEM, muitas empresas seguem com um gap operacional: elas controlam acesso e coletam logs, mas não conseguem enxergar - com nitidez - quando uma identidade legítima está sendo usada como arma.
O ITDR (Identity Threat Detection and Response) entra como uma camada focada em detecção e resposta orientadas à identidade, conectando o que o IAM define como “correto” e o que o SIEM enxerga como “evento” ao que realmente importa: a cadeia de ataque baseada em identidades.
Neste artigo, mostramos como essa integração cria uma defesa multicamadas, reduz tempo de resposta e eleva o nível de maturidade em Identity Security, usando como referência a abordagem da Semperis, parceira estratégica da Sec4U.
IAM e SIEM são essenciais, mas “sozinhos” não cobrem o ataque moderno
O IAM (Identity and Access Management) resolve o que ele foi desenhado para resolver: governança, controle, políticas, ciclo de vida e redução de permissões indevidas. Isso é base. Só que o IAM não nasceu para atuar como sensor de ameaça em tempo real. Quando uma credencial válida é usada, o IAM tende a tratar como “uso legítimo”, a menos que existam controles adicionais (MFA adaptativo, análise de risco etc.).
O SIEM (Security Information and Event Management), por sua vez, centraliza eventos e correlaciona sinais. Mas, para ataques de identidade digital, ele costuma sofrer com duas limitações:
- Contexto insuficiente: evento sem entendimento do “quem” (função, privilégio esperado, histórico, criticidade);
- Ruído e fadiga: muitos eventos são “estranhos”, poucos são realmente “incidentes”.
O resultado prático é comum em SOCs (Security Operation Centers) maduros: ou o SIEM vira uma fábrica de alertas, ou perde ataques “limpos” (que não parecem anômalos em regras genéricas).
O que muda com ITDR: identidade digital como sensor e como superfície de resposta
ITDR atua onde o IAM não enxerga, tratando identidade como vetor, superfície e sinal.
Na prática, isso significa três coisas:
- Visibilidade profunda sobre identidades e diretórios (incluindo mudanças estruturais e privilégios);
- Detecção de padrões de ataque que exploram confiança, permissões e autenticações legítimas;.
- Resposta orientada à identidade, com ações que fazem sentido para conter persistência e reduzir blast radius.
Uma forma objetiva de explicar o encaixe é esta:
| Camada | O que faz muito bem | Onde costuma falhar sozinha | Como o ITDR complementa |
|---|---|---|---|
| IAM | Define e governa acesso (quem pode o quê) | Detectar abuso em tempo real | Dá contexto + permite respostas mais inteligentes |
| SIEM | Centraliza e correlaciona eventos | Falta contexto de identidade, gera ruído | Recebe sinais mais qualificados e priorizáveis |
| ITDR | Detecta e responde a ameaças de identidade | Precisa integrar para escalar resposta | Conecta IAM ↔ SIEM com contexto e ações |
A Semperis se destaca exatamente aqui, com monitoramento profundo, contínuo e especializado em AD e identidades digitais híbridas.
Ponto de atenção: ITDR não substitui IAM. Ele protege o que o IAM governa.
Integração ITDR + IAM: do “acesso concedido” ao “acesso continuamente validado”
Quando o ITDR se integra ao IAM, o objetivo não é duplicar função, mas trazer intenção e expectativa para a análise de risco.
O IAM fornece ao ITDR informações que mudam o jogo, como:
- Qual é o papel e a criticidade daquela identidade (humana, serviço, admin, fornecedor);
- Quais privilégios são esperados e quais foram concedidos “excepcionalmente”;
- Onde existem violações de segregação (SoD), acúmulo de privilégios e acessos temporários que viraram permanentes.
Com isso, o ITDR consegue detectar cenários que, para o IAM, podem parecer normais, mas que, no contexto de ameaça, são fortes sinais. Por exemplo:
- Um usuário “não privilegiado” que passa a acionar caminhos administrativos indiretos;
- Alterações de grupos e permissões feitas fora do padrão do processo (mesmo que “autenticadas”);
- Criação de identidade que já nasce com privilégios acima do esperado.
Aqui a conversa deixa de ser “autenticou ou não autenticou” e passa a ser “isso faz sentido para essa identidade, nesse momento, com esse histórico?”.
Integração ITDR + SIEM: menos alerta genérico, mais incidente acionável
A integração com o SIEM é onde muitas empresas enxergam ROI mais rápido, porque impacta diretamente a operação: priorização, triagem e resposta.
Em vez de enviar para o SIEM “mais logs”, o ITDR deve enviar:
- Alertas enriquecidos, com contexto da identidade, privilégio, alteração realizada e possível estágio de ataque;
- Evidências encadeadas, conectando eventos relacionados (ex.: alteração de grupo → autenticação → acesso a recurso sensível);
- Sinais com scoring, para o SIEM/SOAR orquestrar ações com base em risco.
Isso melhora três métricas que importam para o board (e para quem opera):
- MTTD (tempo para detectar);
- MTTR (tempo para responder);
- Qualidade do backlog (menos investigação inútil).
E permite um desenho de resposta mais maduro:
- ITDR detecta e qualifica;
- SIEM correlaciona com o resto do ambiente;
- SOAR executa a contenção quando fizer sentido.
Semperis: segurança onde as ameaças são mais críticas.
Grande parte do poder do ataque por identidade digital está concentrado no Active Directory (e na sua extensão com Entra ID). Em termos práticos: quem controla o diretório, controla autenticação, privilégios, confiança e, muitas vezes, a própria capacidade de recuperação do ambiente.
A Semperis tem um posicionamento forte justamente na proteção, detecção e resiliência para AD/Entra ID, com foco em identificar comportamentos e alterações que são típicos de cadeias de ataque (inclusive cenários associados a ransomware e persistência).
Por que isso importa no desenho multicamadas?
Porque muitas organizações têm SIEM e IAM, mas ainda tratam o diretório como “infra”. Mas o atacante o trata como plano de controle.
Defesa multicamadas não é empilhar ferramentas — é desenhar um sistema coerente
Uma armadilha comum é implementar ITDR como “mais um console”. O ganho real vem quando você desenha um modelo onde cada camada tem um papel claro:
- IAM define identidade e acesso desejado (governança + políticas);
- ITDR identifica abuso e mudanças suspeitas na camada de identidade (detecção + resposta orientada);
- SIEM/SOAR consolida a visão e escala a resposta no ecossistema (correlação + orquestração).
Esse desenho conversa diretamente com o conceito de Identity Fabric (Gartner): identidade como tecido conectivo, e não como silo.
O papel da Sec4U é transformar integração em capacidade operacional (e não em complexidade)
Entre “ter as soluções” e “ter uma defesa multicamadas funcionando” existe uma distância: arquitetura, casos de uso, priorização, governança e operação.
A Sec4U entra nesse ponto como parceira estratégica para:
- desenhar a arquitetura de integração IAM–ITDR–SIEM orientada ao risco do negócio,
- traduzir a superfície de identidade (AD/Entra, privilégios, identidades não humanas) em casos de uso detectáveis,
- e conectar tecnologia à resposta operacional — com clareza de papéis entre times de IAM, SOC, infra e risco.
Com a solução de ITDR Semperis, isso se materializa especialmente na camada mais crítica (diretório), onde a visibilidade e a capacidade de resposta definem se um incidente vira contenção ou crise. É a diferença entre corrigir qualquer desvio muito rapidamente ou sofrer com um incidente de segurança que paralisa operações, comprometendo as finanças e a credibilidade da empresa.
Quando identidade digital é o vetor de risco, segurança precisa ser a linha de frente
Se sua organização já investiu em IAM e SIEM, você provavelmente já fez o mais difícil, que é criar base e observabilidade. O próximo passo de maturidade agora é conectar essas camadas com uma disciplina focada em identidade, e é exatamente isso que o ITDR entrega quando bem integrado.
Não se trata de adicionar ferramentas, e sim de adicionar capacidade - a capacidade de detectar e responder ataques sofisticados, que parecem legítimos, porque usam a credencial certa.
Se você quer avaliar onde o ITDR faz mais sentido no seu ambiente de
Active Directory e Entra ID, a Sec4U pode conduzir uma análise orientada a risco e desenhar a integração
IAM + ITDR Semperis + SIEM com foco em operação real (detecção, resposta e resiliência). É só falar com nosso time de especialistas!
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